A Cor das Faias – À volta da metade do outono

15.00 

Tal como Marco Polo, no último parágrafo de As Cidade Invisíveis (Italo Calvino), o autor de A Cor das Faias submerge na ideia de que o Inferno, os Infernos, não são coisa do futuro nem dos mortos. Bem pelo contrário, estão aqui e agora, entre nós, no mundo dos vivos. Neles se enredam as personagens (mesmo que, talvez, melhor fosse dizer que são estas que lhes dão forma) do romance.

Nesta obra, o Inferno materializa-se no mundo rural, num ermo remoto e isolado, perto e longe ao mesmo tempo de tudo e de todos. Para isso, a família de Bráulio, de Fini e dos seus numerosos filhos, tendo ficado sozinhos como únicos moradores da aldeia de La Loma, acabam por constituir um microcosmo no qual se desenrolará (como no eterno campo de batalha) a luta encarniçada entre as forças primígenas da vida e o amor, e a morte, e o ódio, e a força do sangue, e o destino, e a paixão, e a vingança…

Em definitivo, todas as forças genuinamente humanas. E em conjunto com as quais, como faróis no nevoeiro, surgirão também clarões de generosidade, nobreza e compaixão. Tal como na obra de Calvino, aquilo que ele chama “espaços de não Inferno”, pressupõem a forma mais difícil, mas também mais humana, de enfrentar o Inferno dos vivos.

 

REF: P16 Categoria: Etiquetas: ,
Peso 427 g
Dimensões (C x L x A) 160 × 230 × 15 mm
Autor
Peso 427 g
Dimensões (C x L x A) 160 × 230 × 15 mm
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